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Uma prece para reconhecer os próprios erros


e lembrar o refúgio
Em conjunto com uma confissão penitente,
bem como uma aspiração pura de total clareza quanto ao que aceitar e o que rejeitar.

Por S.S. Dudjom Rinpoche, 1904-1988


Homenagem ao mestre.1A palavra “mestre” aqui designa “guru” ou sua tradução tibetana “lama”. O verso de homenagem está presente em todos os textos tibetanos e indica a categoria do texto. Também comumente a homenagem está em sânscrito (no caso, “NAMO GURUBE”, mais literalmente, “homenagem, prostro-me ao guru”), para lembrar o país de origem dos ensinamentos. Um texto que começa com homenagem ao guru pode ser de várias subcategorias, mas este é um texto de confissão, uma sequência de instruções essenciais, e conectado por autor, vocabulário e estilo aos ensinamentos da tradição nyingma.

Sakyamuni vitorioso, guia supremo do mundo neste bom éon2Neste raro kalpa afortunado 1002 Budas são profetizados, sendo que Sakyamuni é o quarto. Um kalpa é um período enorme de tempo, provavelmente maior que a estimativa atual científica da idade do universo. Evidente que há muitos outros seres que atingiram realização, mas estes 1002 da lista são professores que surgem apenas quando o ensinamento do anterior (e toda prática espiritual e do darma) foi perdida. Antes desse kalpa, houve 100 kalpas sem nenhum buda, e depois deste kalpa, haverá 500 kalpas sem nenhum buda. Há outros kalpas antes e depois desses períodos enormes, tão raros quanto este, e em média com mais budas. Portanto, este kalpa é tido como um “bom” kalpa: bem melhor que os kalpas sem nenhum buda, mas não tão excelente quanto os outros kalpas também raros, mas em que há milhares ou até milhões de budas.
filhos do vitorioso, assembleia de nobres bodisatvas que educam3Treinam ou “domam”. os seres,
mestre soberano, protetor inigualável dos seres nesta era degradada4Este momento no tempo é considerado degradado porque os ensinamentos ainda existem, mas não são amplamente entendidos, muito menos praticados. A próxima etapa de degradação é não serem compreendidos, e então se perdem os textos. Há então um longo período de barbárie, e o próximo Buda surge para ensinar.,
Junto com as três raízes5As fontes de refúgio vajrayana: lama, yidam e khadro. e as hostes de protetores do darma atados por compromisso6Estes são seres sutis ou “espíritos”, tais como certas deidades hindus e deuses locais da religião nativa do Tibete, que reconheceram o valor do darma e se comprometeram a proteger os ensinamentos. Uma forma de entender e traduzir o tibetano aqui é que todos os protetores são atados por juramento; outra forma é separar em “atados por compromisso” (protetores mundanos – que não são seres iluminados, mas que cumprem votos e respeitam e ajudam as atividades do darma) e os protetores ou guardiões propriamente ditos, que são seres iluminados, mas de outros reinos sutis.
suplicamos7O tibetano admite uma ambiguidade no plural, então a prece pode ser recitada em conjunto primeira pessoa do plural, ou solitariamente na primeira pessoa do singular. do fundo do coração, invocando-os com fervor e mente unifocada,
rogamos repetidas vezes para que voltem a nós sua atenção.
Em sua bondade amorosa, pelo poder de sua compaixão desimpedida pelos seguidores,
abençoem-nos para que nossos pensamentos e intenções estejam de acordo com o darma.8O tibetano original é composto em versos de nove sílabas, sem espaçamentos. Para facilitar a leitura, foram criados blocos de texto. O tibetano também, por característica da língua, não possui pontuação, de forma que o tradutor pode ser criativo especialmente no que diz respeito a dois pontos, exclamações e travessões. Este bloco é o refúgio, com perspectiva da bodicita.

Devido a ações passadas – nem um pouco desprovidas de mérito –,
alcançamos este nascimento humano precioso.
Devido a mérito acumulado – não de pouca monta –,
encontramos o darma sagrado.
Fomos aceitos por um mestre e recebemos iniciações, bênçãos e instruções.

Embora tenhamos agora esta joia9O nascimento humano precioso dotado da oportunidade de praticar. em mãos,
nossas mentes, como um macaco pateta,
são completamente instáveis, e assim caímos sob o poder de forças e demônios ardilosos.
Devido a isso, não conseguimos usufruir desta nossa joia,
e as instruções que recebemos sobre as liberdades e oportunidades10O nascimento humano precioso possui 10 oportunidades, sendo que 5 são históricas e externas, como ter nascido numa era em que houve um buda, e 5 são pessoais, ligadas a ter encontrado e ter interesse nos ensinamentos. Há outras 8 liberdades do nascimento humano que são necessárias, bem como Patrul Rinpoche cita 16 critérios adicionais estabelecidos por Longchenpa. Refletir sobre nossa situação desta forma é a primeira prática comum a todas as tradições no budismo tibetano. Uma lista completa e a explicação dos 34 itens desta prática se encontra em As Palavras de Meu Professor Perfeito, Patrul Rinpoche, ed. Makara. são desperdiçadas.

Agora nos deparamos com essa encruzilhada:
tudo o que solicitamos, tudo o que recebemos, hoje nos soa como algum tipo de ficção.11Os ensinamentos não integrados são só uma lembrança do passado.
Queremos viver de acordo com o darma e ser praticantes de fato,
mas esquecemos o que é ser um praticante puro do darma.

Não conhecemos sequer os valores humanos comuns, que dizer o darma sagrado!
Temos apenas uma vaga noção das dezesseis orientações gerais de comportamento adequado12O Capítulo Curto sobre Discriminação ('byd-pa le'u chung) as lista assim: gerar fé pelas Três Joias Preciosas sem lamento ou cansaço; buscar a doutrina verdadeira como prioridade; estudar bem as ciências exaltadas; lembrar em detalhes e então avaliar bem qualquer tarefa a ser realizada; não ficar procurando por trabalho que não lhe tenha sido designado; buscar avançar e imitar os grandes seres do passado, bem como aqueles de conduta ilibada; retribuir a bondade de todos nossos pais e mães do passado, presente e futuro; manter abertura e ser hospitaleiro ao lidar com os irmãos mais velhos e mais novos, bem como com a família estendida; garantir que mais jovens respeitem os mais velhos; mostrar bondade para com o próximo; ajudar os conhecidos que sejam patronos espirituais com o esforço que for necessário; satisfazer as necessidades daqueles a que estejamos ligados na lida mundana; ajudar os outros com nossas habilidades científicas e artísticas; dar abrigo e proteção com bondade àqueles que necessitem; resistir a maus conselhos e dar conselhos que melhorem a felicidade geral; levar as próprias ações de acordo com a doutrina, bem como levar o cônjuge a estabelecer a base para a iluminação. (Traduzido e levemente adaptado para melhor compreensão de The Nyingma School of Tibetan Buddhism por Dudjom Rinpoche)..
Quando reconhecemos estar nos portando mal, sequer sentimos vergonha.
Ainda assim, quando observamos a conduta de outros, somos laçados pelo moralismo.13Isto é, somos capturados pelo laço, tal como um animal, e conduzidos sem liberdade pelo nosso próprio senso de indignação moral.

Não temos um entendimento realmente puro das dez virtudes de acordo com o darma sagrado.
Devido à parcialidade em nossas atitudes com relação às doutrinas do único professor,14O Buda.
caluniamos o darma e os grandes seres, e assim acumulamos mau carma.
Assim, embora aparentemos nos fiar no darma, só acumulamos um grande fardo de más ações.

Quanto mais ensinamentos recebemos, mais inflado nosso orgulho;
ainda assim, quando os contemplamos, não há profundidade alguma em nossa análise.

Gostaríamos de estar mantendo as disciplinas da liberação individual;15Ligadas à prática do hinayana. Pratimoksha de modo geral, são os votos monásticos. No caso específico de um leigo, os votos que dizem respeito a não prejudicar os outros e particularmente a imagem do darma.
no entanto, agimos em desacordo com os quatro pontos de prática16dge sbyong gi chos bzhi, “quatro darmas de um asceta”: não prejudicar quem lhe prejudica, não ter raiva de quem lhe mostra raiva, não insultar quem o insulta e não ser violento com quem lhe é violento., e os ignoramos totalmente.
Gostaríamos de possuir as riquezas do treinamento bodisatva,17A prática do mahayana.
mas as quatro incomensuráveis18As quatro qualidades incomensuráveis são: amor incomensurável, compaixão incomensurável, equanimidade incomensurável e alegria incomensurável. nos são como a mera pintura de uma lamparina19Uma representação que não ilumina. James Low interpreta como “uma imagem vista numa chama”, mas a sua é uma interpretação muito mais convoluta de ri mo’i mar me..
Gostaríamos de estar mantendo os compromissos20Sct. samaya, tib. dam tshig. do caminho do mantra secreto,21Ligado à prática do vajrayana.
mas descuidamos até mesmo da primeira transgressão raiz22Criticar o próprio mestre., e assim nada mais é levado a sério.

Conseguimos discorrer sem embaraço sobre os quatro pensamentos23Literalmente “as quatro mudanças de atitude”, mas se refere aos Quatro Pensamentos que Transformam a Mente: 1) a raridade desse nascimento humano pleno de liberdades e qualidades; 2) a inevitabilidade da morte; 3) a fato do carma, causa e efeito, ser inescapável; 4) o vasto sofrimento inerente ao samsara.;
no entanto nosso apego aos eventos desta vida só revela que seguimos envolvidos com valores mundanos.24Falamos do darma da boca para fora: não transformamos nossa mente e não renunciamos ao samsara – essa renúncia seria a porta de entrada para o refúgio e, portanto, para a prática do darma.

Embora nos dediquemos ao mestre, esse respeito e devoção paulatinamente se esvaem;
em vez de visão pura25dag snang. manter a perspectiva ou reconhecimento do ambiente como uma terra pura e o professor (e, na medida da perfeição da prática, todos os seres) como um buda sem defeitos., mantemos visões errôneas, e encaramos o mestre como um igual.26Como da mesma estatura. Isto implica que usamos mal a noção de igualdade: na ioga do guru queremos e devemos nos igualar ao mestre, mas acabamos fazendo o oposto, igualamos o mestre a nós mesmos – isto é, não mantemos visão pura, nem quanto ao mestre, que dizer quanto a nós mesmos.

O amor, a gentileza e o respeito para com meus irmãos e irmãs vajra27Aqueles que são alunos do seu professor, e que em particular receberam iniciações junto com você. enfraquecem,
e com umas poucas palavras críticas da parte deles, sem paciência, os cobrimos de xingamentos.
O amor e a compaixão, gerados pelo reconhecimento de todos os seres dos seis reinos como nossos pais,
desvanecem como a bruma quando não são praticados de acordo com profunda bodicita28A mente voltada à iluminação, ou mente da iluminação. De nada adianta sentir compaixão pelos seres, reconhecendo que todos já foram seus pais e mães, se você não possui a mente desperta para lhes oferecer como remédio ou solução para o samsara. A compaixão e a bondade se esvaem porque você não é capaz de verdadeiramente fazer nada por eles nem lhes oferecer nada efetivo contra o samsara sem uma mente voltada à iluminação..

Apesar de agir como se praticássemos os caminhos dos estágios de desenvolvimento e perfeição29Kyerim e dzogrim, as duas facetas da prática do vajrayana, a geração da aparência de uma deidade e o repouso na dissolução das aparências.,
sequer damos conta de lidar com o fluxo infindável da percepção deludida.30Embora eu ache que faça visualização de deidades e repouse no estado natural, as aparências comuns seguem confundindo minha mente.

Reconhecemos o pináculo dos ensinamentos do sutra e do tantra como sendo a vacuidade;
no entanto, sem um entendimento definitivo dela, nosso fluxo mental segue rígido como um chifre.31A fixação às aparências é causada pela reificação. Como a mente segue rígida, atribuindo solidez às coisas, não houve realização da vacuidade. A imagem do chifre como algo duro ligado à mente também talvez se refira a uma anedota tradicional tibetana em que um meditador ouve certas instruções de seu professor, as interpreta errado e passa a visualizar que tem chifres. Ele passa tanto tempo fazendo essa prática de forma errada que chifres realmente surgem em sua cabeça. Quando ele não consegue sair da caverna, devido a seus “adereços”, o mestre lhe manda instruções para que medite o oposto até conseguir sair.

Sem conseguir repousar no estado natural32gnas lugs, realidade, way of abiding, natureza perfeita de todas as coisas, as coisas como elas são. É uma tradução difícil porque não se trata de um “estado”, no sentido de algo que começa, termina ou existe no tempo. Way of abiding, uma boa solução de Lama Chokyi Nyima (Richard Barron) para o inglês, é também extremamente difícil de traduzir. “Forma de estar”, “jeito de ficar”, “caminho de permanecer”, etc. As soluções mais óbvias tem uma tendência natural à reificação: “realidade”, “ser natural”, “naturalmente ser”, etc.,
seguimos falando da boca para fora sobre essa visão profunda, e assim descartamos ao vento causa e efeito.33“Perder-se na visão” é manter ideias sobre ensinamentos elevados sem realizá-los ou realmente entendê-los, e acreditar que eles estão em contradição com os ensinamentos básicos, tais como os sobre carma.

Externamente parecemos bem comportados,
mas internamente, apego, luxúria, e avidez34chags, sred, ‘dod. São três tipos de manifestação da aflição mental ligada ao desejo. ardem furiosamente como o fogo.

Apesar de nosso corpo permanecer isolado em retiro nas montanhas,
Nossa mente vaga sem cessar até as cidades, noite e dia.
Sem realmente atingir confiança em nossa própria experiência de prática,
ainda assim, como crianças que contam histórias, damos conselhos e orientações para os outros.

Embora seja impossível ser traído pela compaixão das Três Joias,
Como nossa devoção é fraca, é bem possível que traiamos a nós mesmos.

Mesmo não caindo na visão errônea que leva à falta de fé no mestre e no darma sagrado,
Nestes tempos adversos, nós, os seres sencientes, nos ocupamos de incrementar nosso mau carma.
Mesmo cientes disto, por nossa imprudência, perdemos clareza.
Fracassando em nossa vigilância, sofremos grande perda.
É preciso que agora mesmo dediquemos um tempo a nos autoexaminar cuidadosamente.

Tudo que fizemos até hoje só tem aumentado nossa confusão,
Todos nossos pensamentos têm sido maculados pela fixação às aflições mentais.35Pelos próprios kleshas (aflições mentais) e pela reificação aos kleshas. Fixação (‘dzin, grasping) refere-se a um hábito cognitivo renitente. Este termo algumas vezes é traduzido como “apego” (embora haja um termo preciso específico para apego), ou mesmo “agarramento”.
Nossa virtude tem sido sempre contaminada pelo erro, e, mesmo cientes disso, nada fazemos.
Portanto, que outro destino nos resta senão os reinos inferiores?

Quando observamos nossas ações e padrões de comportamento,
cada um deles nos faz perder a confiança em nós mesmos.
Com nosso olhar crítico, as ações dos outros também só nos deixam ainda mais desencorajados:
não encontramos ninguém estável e capaz de nos amparar e sossegar.

Caso não assumamos hoje nossa situação36Outras opções de tradução: “se não deixarmos as coisas bem claras para nós mesmos hoje”, “caso não nos revelemos a nós mesmos hoje”, “se não formos honestos com nosso estado atual”, “caso não cuidemos bem de nós mesmos hoje”.,
quando estivermos nas mãos dos enviados de Yama37O Senhor da Morte.,
não haverá quem seja capaz de nos ajudar. Não nos restará esperança alguma.
Como nos sentiremos traídos aguardando um resgate que nunca virá!

Assim, reconhecendo as próprias faltas com vergonha e remorso,
quaisquer erros, lapsos, falhas e transgressões38‘gal, transgredir votos, fazer algo contra o darma; nyes, imperfeição, delito, erro; ltung, declínio (na qualidade da prática, por exemplo); nyams, experiência temporária de meditação, transgressão, corrupção, fracasso, perda. para com o darma que tenham ocorrido.
Perante aqueles com o olho de sabedoria39ye shes sbyan. Isto é, os budas, aqueles que possuem a visão da sabedoria primordial., tomamos a determinação de nunca mais os repetir.
Confessamos do fundo do coração. Em sua compaixão, sejam tolerantes conosco40Perdoem nossos erros, tenham paciência para conosco..

Protejam-nos do terrível abismo do caminho equivocado
e nos sustentem para que possamos seguir no caminho perfeito da liberação.

Passamos a vida toda tão ocupados com isso e com aquilo,
e ainda assim nada temos em mãos, nem uma migalha do sentido último41don snying, significado essencial, valor de coração..
De agora em diante, abandonando o caminho de saber coisas demais e seguir sofrendo
Por que não adentrar o caminho de ‘conhecer um que libera a todos' 42gcig shes kun grol “conhecendo um, libera-se todos”, conhecer uma coisa que nos liberta de (conhecer) todas as demais. Conhecer a natureza da mente, ou qualquer das três joias, três raízes ou três kayas, revela todos os outros darmas, e libera todos os seres e mundos no espaço de uma só esfera de cognição pura.?

Protetor infalível e constante, fonte única de certeza e amparo,
Lama raiz, corporificação de todos os refúgios43O lama unifica ou abrange o refúgio nas joias do Buda, no Darma e da Sanga, nas raízes do Lama, do Yidam e da Khadro e nos três corpos.,
Suplicamos-lhe com devoção unifocada;
Por favor, olhe por nós em sua compaixão, senhor de insuperável bondade, refúgio supremo!

Rogamos que nos abençoe para que reconheçamos nossos próprios defeitos.
Rogamos que nos abençoe para que não desejemos examinar os defeitos dos outros.
Rogamos que nos abençoe para que pensamentos maliciosos, maquinadores e cruéis44ngan, malvado, ruim; gdug, cruel, venenoso; rtsub, rude, selvagem. sejam eliminados.
Rogamos que nos abençoe para que bons pensamentos brotem de nosso âmago.
Rogamos que nos abençoe para que tenhamos pouco desejo e reconheçamos nossos limites.45Outras traduções colocaram algo como “diminuir o desejo e aumentar o contentamento”.
Rogamos que nos abençoe para que lembremos a incerteza do momento da morte.
Rogamos que nos abençoe para que ao morrer não tenhamos aspirações mundanas.
Rogamos que nos abençoe para que a confiança no darma nasça em cada um de nós.

Rogamos que nos abençoe para que possamos praticar percepção pura imparcial.
Rogamos que nos abençoe para que sintamos devoção e respeito de coração46bcos min, não fabricados, desembaraçados, desinibidos, espontâneos, genuínos. Isto é, naturalmente, sem precisar forçar, muito menos fingir. .
Rogamos que nos abençoe para que não tenhamos interesse por coisas inatingíveis.
Rogamos que nos abençoe para que estabeleçamos o darma nas profundezas de nossa mente47Como prioridade essencial..
Rogamos que nos abençoe para que pelo poder da diligência nossa prática atinja as profundezas do darma.
Rogamos que nos abençoe para que liberemos nosso fluxo mental nas profundezas da prática.
Rogamos que nos abençoe para que tenhamos uma prática livre de obstáculos.
Rogamos que nos abençoe para que os frutos de nossa prática amadureçam rapidamente.

Rogamos que nos abençoe para que possamos levar sentido e benefícios a todos aqueles conectados conosco.
Rogamos que nos abençoe para que a dualidade da esperança e do medo seja destruída.
Rogamos que nos abençoe para que vivenciemos a sabedoria primordial48Yeshe, sabedoria prístina. não dual.
Rogamos que nos abençoe para que realizemos nossa própria natureza como sabedoria primordial.
Rogamos que nos abençoe para que permaneçamos no porto seguro que é bem onde estamos agora49Isto é, nesta postura ou atitude inabalável, tradicionalmente “conquistar a cidadela do darmakaya”..
Rogamos que nos abençoe para que obtenhamos a grande confiança50gding chen, grande certeza. sem esforço.

Que com a grande arma indestrutível da sabedoria primordial51Yeshe Dorje, Jnana Vajra, também um dos nomes de Dudjom Rinpoche. presente desde o tempo sem princípio,
toda a confusão52Diversidade, amálgama. Passa a ideia de uma mistura de todas as coisas presentes no samsara e nirvana. do samsara e do nirvana seja cortada num só golpe53Isto é, ao modo de Vajrasattva..

Na grande felicidade incessante da celebração de Nyema54Consorte de Vajrasattva.,
Possamos desfrutar da atividade que transcende união e separação55Isto é, que está além da impermanência..

No espaço profundo da igualdade que tudo permeia, nem mesmo a palavra “sofrimento” existe –
quem aí ainda estaria buscando felicidade?

O estado autoliberado livre de fixação, onde a felicidade e o sofrimento têm um só sabor –
que ainda nesta vida atinjamos este Reino de Samantabhadra.

 

Colofão

Com relação a esta obra, que é uma combinação de súplica, confissão penitente e aspiração, certa noite, durante a lua minguante do décimo mês do ano do porco d’água [1983], minha esposa, Sherabma Rigdzin Wangmo, teve um sonho no qual apareceu uma mulher que muitas vezes já aparecera em seus sonhos. Ela disse, “Você deveria pedir ao Rinpoche que escreva uma prece”, e foi embora.

Mais adiante, no décimo dia do mesmo mês, a mesma mulher apareceu novamente e disse, “Você precisa imediatamente ajudar na requisição dessa prece,” e então desapareceu.

Na manhã seguinte, quando fui informado do sonho, coloquei a ela que já temos muitas preces, o que não há é pessoas suficientes dispostas a recitar as que já existem. Minha esposa então pediu que eu escrevesse algo rápido, sem me preocupar com o tamanho.

Então considerei que talvez eu devesse escrever uma prece para pedir proteção quanto aos medos de doença, guerra e fome, uma vez que nestes tempos são problemas tão prevalentes. Mas seguiu sendo uma aspiração, já que outras coisas ocorreram, e parecia ser algo de pouca urgência.

Porém, mais adiante, na noite do 10º dia do 11º mês, a mulher apareceu de novo no sonho de minha esposa e disse, “Meu pedido por essa prece não é algo sem importância. É uma grande necessidade”. Então, ao ouvir esse sonho, decidi escrever a prece na manhã do 15º dia.

Na noite do 14º dia, rezei a Guru Rinpoche com mente unifocada, e fiz uma aspiração por uma bênção muito significativa.

Quando o galo cantou na manhã seguinte, sonhei que estava sentado em um templo enorme, semelhante a meu próprio. Repentinamente surgiu um homem branco, jovem, vestido de branco e com enormes cachos de cabelo negro esvoaçante. Ele tocava címbalos bem suave e dançava os passos dos Ging na direção horária. Enquanto passava pela porta e se aproximava de mim, começou a cantar estas palavras:

Se você quiser estabelecer o darma, então o plante em seu coração.
Quando ele estiver bem no fundo do coração, você terá o estado de buda.
Se você quiser atingir a terra pura, purifique o apego à delusão ordinária.
Felizmente, a terra pura perfeita está bem próxima a você.
Aplique-se de forma diligente na prática da essência.
Se você não praticar, quem vai atingir realização?
É difícil encarar as próprias faltas.
Realmente reconhecer as próprias faltas é um ponto essencial das instruções do darma.
Gradualmente purifique seus erros e aumente e desenvolva as boas qualidades.

Ao fim de cada sentença, ele aumentava o volume dos címbalos e, quando partiu, os estava tocando muito alto – o que me acordou. Desperto, lembrei suas palavras e sabia que seu sentido dizia respeito à dificuldade de treinar o que “aceitar e rejeitar”. Então, com remorso por ter visto meu pai, Guru Padmasambhava, diretamente em minha frente, sem o reconhecer, este velho pai dos Nyingma, Jigdral Yeshe Dorje, escreveu isto com devoção plena de anseio, de acordo com sua visão. Que seja benéfico.

Sarvatha Mangalam.

Esta prece foi traduzida ao português em 1999 por Pema Sonam (Elton Melo), e novamente por Leonardo Lauria em 2014. Refiz a tradução com referência a estas duas versões em português, que usaram a tradução ao inglês por Constance Wilkinson e Bhakha Tulku (publicada originalmente por Sahayogi Press, Nepal, 1989). Além desta tradução ao inglês, consultei mais três: a que está em The Lamp of Liberation (Yeshe Melong, 1988), sem tradutor indicado; uma versão levemente modificada desta última por Mike Dickman; e a tradução de James Low (1984, revisada em 2010). Esta última me pareceu a melhor tradução, com exceção de um pequeno ponto que considero um erro (a questão do “desenho da lamparina”, apontado na nota 19, com que os outros tradutores concordam comigo). Também fui ao original tibetano para dirimir dúvidas. O texto final foi revisado por Fabiana Fidelis e Marcos Bauch. As notas de rodapé não são dignas do texto, mas fornecem algumas pistas para reconhecer a grande capacidade lírica do Senhor de Refúgio Dudjom Rinpoche, conhecido pela densidade da escrita – ele sempre diz muito, com o máximo impacto, em pouquíssimas palavras. Motivado apenas por revelar a profundidade do texto, sem ser requisitado, e muito menos sem receber autorização da linhagem, eu, Padma Dorje, decidi inusitadamente trabalhar alguns dias em maio de 2016.


1. ^ A palavra “mestre” aqui designa “guru” ou sua tradução tibetana “lama”. O verso de homenagem está presente em todos os textos tibetanos e indica a categoria do texto. Também comumente a homenagem está em sânscrito (no caso, “NAMO GURUBE”, mais literalmente, “homenagem, prostro-me ao guru”), para lembrar o país de origem dos ensinamentos. Um texto que começa com homenagem ao guru pode ser de várias subcategorias, mas este é um texto de confissão, uma sequência de instruções essenciais, e conectado por autor, vocabulário e estilo aos ensinamentos da tradição nyingma.

2. ^ Neste raro kalpa afortunado 1002 Budas são profetizados, sendo que Sakyamuni é o quarto. Um kalpa é um período enorme de tempo, provavelmente maior que a estimativa atual científica da idade do universo. Evidente que há muitos outros seres que atingiram realização, mas estes 1002 da lista são professores que surgem apenas quando o ensinamento do anterior (e toda prática espiritual e do darma) foi perdida. Antes desse kalpa, houve 100 kalpas sem nenhum buda, e depois deste kalpa, haverá 500 kalpas sem nenhum buda. Há outros kalpas antes e depois desses períodos enormes, tão raros quanto este, e em média com mais budas. Portanto, este kalpa é tido como um “bom” kalpa: bem melhor que os kalpas sem nenhum buda, mas não tão excelente quanto os outros kalpas também raros, mas em que há milhares ou até milhões de budas.

3. ^ Treinam ou “domam”.

4. ^ Este momento no tempo é considerado degradado porque os ensinamentos ainda existem, mas não são amplamente entendidos, muito menos praticados. A próxima etapa de degradação é não serem compreendidos, e então se perdem os textos. Há então um longo período de barbárie, e o próximo Buda surge para ensinar.

5. ^ As fontes de refúgio vajrayana: lama, yidam e khadro.

6. ^ Estes são seres sutis ou “espíritos”, tais como certas deidades hindus e deuses locais da religião nativa do Tibete, que reconheceram o valor do darma e se comprometeram a proteger os ensinamentos. Uma forma de entender e traduzir o tibetano aqui é que todos os protetores são atados por juramento; outra forma é separar em “atados por compromisso” (protetores mundanos – que não são seres iluminados, mas que cumprem votos e respeitam e ajudam as atividades do darma) e os protetores ou guardiões propriamente ditos, que são seres iluminados, mas de outros reinos sutis.

7. ^ O tibetano admite uma ambiguidade no plural, então a prece pode ser recitada em conjunto primeira pessoa do plural, ou solitariamente na primeira pessoa do singular.

8. ^ O tibetano original é composto em versos de nove sílabas, sem espaçamentos. Para facilitar a leitura, foram criados blocos de texto. O tibetano também, por característica da língua, não possui pontuação, de forma que o tradutor pode ser criativo especialmente no que diz respeito a dois pontos, exclamações e travessões. Este bloco é o refúgio, com perspectiva da bodicita.

9. ^ O nascimento humano precioso dotado da oportunidade de praticar.

10. ^ O nascimento humano precioso possui 10 oportunidades, sendo que 5 são históricas e externas, como ter nascido numa era em que houve um buda, e 5 são pessoais, ligadas a ter encontrado e ter interesse nos ensinamentos. Há outras 8 liberdades do nascimento humano que são necessárias, bem como Patrul Rinpoche cita 16 critérios adicionais estabelecidos por Longchenpa. Refletir sobre nossa situação desta forma é a primeira prática comum a todas as tradições no budismo tibetano. Uma lista completa e a explicação dos 34 itens desta prática se encontra em As Palavras de Meu Professor Perfeito, Patrul Rinpoche, ed. Makara.

11. ^ Os ensinamentos não integrados são só uma lembrança do passado.

12. ^ O Capítulo Curto sobre Discriminação ('byd-pa le'u chung) as lista assim: gerar fé pelas Três Joias Preciosas sem lamento ou cansaço; buscar a doutrina verdadeira como prioridade; estudar bem as ciências exaltadas; lembrar em detalhes e então avaliar bem qualquer tarefa a ser realizada; não ficar procurando por trabalho que não lhe tenha sido designado; buscar avançar e imitar os grandes seres do passado, bem como aqueles de conduta ilibada; retribuir a bondade de todos nossos pais e mães do passado, presente e futuro; manter abertura e ser hospitaleiro ao lidar com os irmãos mais velhos e mais novos, bem como com a família estendida; garantir que mais jovens respeitem os mais velhos; mostrar bondade para com o próximo; ajudar os conhecidos que sejam patronos espirituais com o esforço que for necessário; satisfazer as necessidades daqueles a que estejamos ligados na lida mundana; ajudar os outros com nossas habilidades científicas e artísticas; dar abrigo e proteção com bondade àqueles que necessitem; resistir a maus conselhos e dar conselhos que melhorem a felicidade geral; levar as próprias ações de acordo com a doutrina, bem como levar o cônjuge a estabelecer a base para a iluminação. (Traduzido e levemente adaptado para melhor compreensão de The Nyingma School of Tibetan Buddhism por Dudjom Rinpoche).

13. ^ Isto é, somos capturados pelo laço, tal como um animal, e conduzidos sem liberdade pelo nosso próprio senso de indignação moral.

14. ^ O Buda.

15. ^ Ligadas à prática do hinayana. Pratimoksha de modo geral, são os votos monásticos. No caso específico de um leigo, os votos que dizem respeito a não prejudicar os outros e particularmente a imagem do darma.

16. ^ dge sbyong gi chos bzhi, “quatro darmas de um asceta”: não prejudicar quem lhe prejudica, não ter raiva de quem lhe mostra raiva, não insultar quem o insulta e não ser violento com quem lhe é violento.

17. ^ A prática do mahayana.

18. ^ As quatro qualidades incomensuráveis são: amor incomensurável, compaixão incomensurável, equanimidade incomensurável e alegria incomensurável.

19. ^ Uma representação que não ilumina. James Low interpreta como “uma imagem vista numa chama”, mas a sua é uma interpretação muito mais convoluta de ri mo’i mar me.

20. ^ Sct. samaya, tib. dam tshig.

21. ^ Ligado à prática do vajrayana.

22. ^ Criticar o próprio mestre.

23. ^ Literalmente “as quatro mudanças de atitude”, mas se refere aos Quatro Pensamentos que Transformam a Mente: 1) a raridade desse nascimento humano pleno de liberdades e qualidades; 2) a inevitabilidade da morte; 3) a fato do carma, causa e efeito, ser inescapável; 4) o vasto sofrimento inerente ao samsara.

24. ^ Falamos do darma da boca para fora: não transformamos nossa mente e não renunciamos ao samsara – essa renúncia seria a porta de entrada para o refúgio e, portanto, para a prática do darma.

25. ^ dag snang. manter a perspectiva ou reconhecimento do ambiente como uma terra pura e o professor (e, na medida da perfeição da prática, todos os seres) como um buda sem defeitos.

26. ^ Como da mesma estatura. Isto implica que usamos mal a noção de igualdade: na ioga do guru queremos e devemos nos igualar ao mestre, mas acabamos fazendo o oposto, igualamos o mestre a nós mesmos – isto é, não mantemos visão pura, nem quanto ao mestre, que dizer quanto a nós mesmos.

27. ^ Aqueles que são alunos do seu professor, e que em particular receberam iniciações junto com você.

28. ^ A mente voltada à iluminação, ou mente da iluminação. De nada adianta sentir compaixão pelos seres, reconhecendo que todos já foram seus pais e mães, se você não possui a mente desperta para lhes oferecer como remédio ou solução para o samsara. A compaixão e a bondade se esvaem porque você não é capaz de verdadeiramente fazer nada por eles nem lhes oferecer nada efetivo contra o samsara sem uma mente voltada à iluminação.

29. ^ Kyerim e dzogrim, as duas facetas da prática do vajrayana, a geração da aparência de uma deidade e o repouso na dissolução das aparências.

30. ^ Embora eu ache que faça visualização de deidades e repouse no estado natural, as aparências comuns seguem confundindo minha mente.

31. ^ A fixação às aparências é causada pela reificação. Como a mente segue rígida, atribuindo solidez às coisas, não houve realização da vacuidade. A imagem do chifre como algo duro ligado à mente também talvez se refira a uma anedota tradicional tibetana em que um meditador ouve certas instruções de seu professor, as interpreta errado e passa a visualizar que tem chifres. Ele passa tanto tempo fazendo essa prática de forma errada que chifres realmente surgem em sua cabeça. Quando ele não consegue sair da caverna, devido a seus “adereços”, o mestre lhe manda instruções para que medite o oposto até conseguir sair.

32. ^ gnas lugs, realidade, way of abiding, natureza perfeita de todas as coisas, as coisas como elas são. É uma tradução difícil porque não se trata de um “estado”, no sentido de algo que começa, termina ou existe no tempo. Way of abiding, uma boa solução de Lama Chokyi Nyima (Richard Barron) para o inglês, é também extremamente difícil de traduzir. “Forma de estar”, “jeito de ficar”, “caminho de permanecer”, etc. As soluções mais óbvias tem uma tendência natural à reificação: “realidade”, “ser natural”, “naturalmente ser”, etc.

33. ^ “Perder-se na visão” é manter ideias sobre ensinamentos elevados sem realizá-los ou realmente entendê-los, e acreditar que eles estão em contradição com os ensinamentos básicos, tais como os sobre carma.

34. ^ chags, sred, ‘dod. São três tipos de manifestação da aflição mental ligada ao desejo.

35. ^ Pelos próprios kleshas (aflições mentais) e pela reificação aos kleshas. Fixação (‘dzin, grasping) refere-se a um hábito cognitivo renitente. Este termo algumas vezes é traduzido como “apego” (embora haja um termo preciso específico para apego), ou mesmo “agarramento”.

36. ^ Outras opções de tradução: “se não deixarmos as coisas bem claras para nós mesmos hoje”, “caso não nos revelemos a nós mesmos hoje”, “se não formos honestos com nosso estado atual”, “caso não cuidemos bem de nós mesmos hoje”.

37. ^ O Senhor da Morte.

38. ^ ‘gal, transgredir votos, fazer algo contra o darma; nyes, imperfeição, delito, erro; ltung, declínio (na qualidade da prática, por exemplo); nyams, experiência temporária de meditação, transgressão, corrupção, fracasso, perda.

39. ^ ye shes sbyan. Isto é, os budas, aqueles que possuem a visão da sabedoria primordial.

40. ^ Perdoem nossos erros, tenham paciência para conosco.

41. ^ don snying, significado essencial, valor de coração.

42. ^ gcig shes kun grol “conhecendo um, libera-se todos”, conhecer uma coisa que nos liberta de (conhecer) todas as demais. Conhecer a natureza da mente, ou qualquer das três joias, três raízes ou três kayas, revela todos os outros darmas, e libera todos os seres e mundos no espaço de uma só esfera de cognição pura.

43. ^ O lama unifica ou abrange o refúgio nas joias do Buda, no Darma e da Sanga, nas raízes do Lama, do Yidam e da Khadro e nos três corpos.

44. ^ ngan, malvado, ruim; gdug, cruel, venenoso; rtsub, rude, selvagem.

45. ^ Outras traduções colocaram algo como “diminuir o desejo e aumentar o contentamento”.

46. ^ bcos min, não fabricados, desembaraçados, desinibidos, espontâneos, genuínos. Isto é, naturalmente, sem precisar forçar, muito menos fingir.

47. ^ Como prioridade essencial.

48. ^ Yeshe, sabedoria prístina.

49. ^ Isto é, nesta postura ou atitude inabalável, tradicionalmente “conquistar a cidadela do darmakaya”.

50. ^ gding chen, grande certeza.

51. ^ Yeshe Dorje, Jnana Vajra, também um dos nomes de Dudjom Rinpoche.

52. ^ Diversidade, amálgama. Passa a ideia de uma mistura de todas as coisas presentes no samsara e nirvana.

53. ^ Isto é, ao modo de Vajrasattva.

54. ^ Consorte de Vajrasattva.

55. ^ Isto é, que está além da impermanência.




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