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Lista hierárquica de crenças

Estas coisas todas abaixo não estão na mesma categoria. Algumas vezes, é como comparar peixes com liquidificadores. Porém o vetor central aqui seria qual o conteúdo, forma de pensar, meme, prática (transformação sistemática de hábitos), mais valem meu tempo, no sentido de uma vida melhor e com mais sentido. A lista está no sentido de melhores para piores, com divisões que explicam “abaixo daqui, só se você for meio tanço de tal e tal jeito”.

Reze para que a vida não seja curta demais para:

dzogchen (os ensinamentos mais elevados dentro da tradição nyingma)
mahamudra (os mais elevados nas tradições sarma — as outras tradições tibetanas)
vajrayana
mahayana madhyamaka prasangika
zen raiz, que é difícil de encontrar no mundo
mahayana svatantrika yogachara (e por extensão Shentong)
mahayana causal
theravada

Sua vida de praticante é curta demais para estudar (se não for seu ganha-pão):

segundo Wittgenstein
advaita vedanta
samkhya e similares, ioga clássica etc.
cristianismo erudito
Noam Chomsky
medicina contemporânea em geral, exceto psiquiatria
acupuntura
crítica contemporânea ao capitalismo (Piketty, Graeber, etc.)
Kurt Vonnegut jr.
terapia cognitivo-comportamental
umbanda
cristianismo popular
judaísmo erudito/místico
islã erudito/místico
primeiro Wittgenstein
humanismo secular
filosofia da ciência de Karl Popper (falsificabilidade)
religião africana sem sacrifício
estoicismo, neoplatonismo, gnosticismo e outras coisas antigas louváveis que ninguém consegue mais praticar de verdade
hermetismo/ocultismo tradicional
marxismo clássico (materialismo histórico)

Sua vida como pessoa sensata é curta demais para:

hedonismo
movimento mindfulness e meditação secular
zen diluído, vendido, “sem renascimento”, de coach orientalista fala-mansa, coque samurai, casa minimalista
cientismo
astrologia embasada
movimento vipassana, Goenka (pseudo-budismo) (para quem não quer vir a praticar o budismo)
Nietzsche
psiquiatria
psicanálise
Yuval Noah Harari
religiosidade através de alucinógenos (daime, indígenas)
wicca
teosofia
kardecismo
astrologia popular
placebos como homeopatia
antroposofia
ideólogos clássicos do capitalismo (Adam Smith)
Seicho-no-ie
Schopenhauer
materialismo/monismo fisicalista, emergentismo, epifenomenalismo, funcionalismo
movimento vipassana, Goenka (pseudo-budismo) (para quem quer vir a conhecer e praticar o budismo)
CNN, BBC, New York Times, etc.
neoliberalismo

Sua vida como pessoa humana é curta demais para conversar sobre:

nem esquerda, nem direita, “para frente”
papo de UAPs, UFOs, OVNIs,
zen fascista, nacionalista
tradicionalismo/perenialismo/universalismo (Guénon, Evola, Mircea Eliade)
papo de criptobros, Faria Limer, gente que curte falar sobre criptomoedas
preocupação com o 5g
preocupação com tendências “woke”
chemtrails
voodoo economics, trickle down, “aumentar o bolo aumenta a fatia”, growthers
Sokka Gakai Internacional (BSGI)
cristianismo neopentecostal
Richard Dawkins
Steven Pinker
Luiz Felipe Pondé
Heidegger
Osho/Rajneesh
hinduísmo com sacrifício
religiões pré-colombianas com sacrifício humano
religiões africanas e africano-americanas com sacrifício
Aleister Crowley
Jeff Bezos
Elon Musk
Zuckerberg
Lacan
Hegel
Jordan Peterson
satanismo estilo LaVey (egoísmo hedonista)
Fox News
ideólogos modernos do capitalismo (Áustria, Chicago)
circuncisão
Ludwig Von Mises
Ayn Rand
transhumanismo

Sua vida como qualquer categoria de ser é curta demais para sequer considerar, a não ser como um aviso gritante de não ir por aí:

racismo antropológico ao estilo Eram os Deuses Astronautas
satanismo confuso de cristão chateado/satanismo criminoso
a-longo-prazismo (longtermism)
eugenia, nazismo, racismo ostensivo
incels, red pill, qanom e outras teorias da conspiração
NAMBLA
Jim Jones
infibulação

Para dúvidas e reclamações, escreva para padma.dorje@gmail.com, e indique que você está falando desta página específica. Última alteração desta página em julho de 2024.


Muitas vezes os professores do darma, em particular no ocidente, adotam uma interpretação psicológica quanto aos elementos budistas menos palatáveis ao gosto moderno, principalmente quando tais aspectos parecem desafiar as superstições materialistas prevalentes. Mas é mesmo preciso acreditar na existência efetiva de vários céus e infernos para praticar o darma? Os reinos de sofrimento, as terras puras e seus habitantes realmente existem de acordo com as expectativas e valores da Índia medieval — rios de lava ou leite com mel, palácios e adereços próprios das monarquias védicas, e criaturas tais como yakshas, rakshasas, gandarvas, nagas e pretas?tzal.org

Seriam os reinos budistas apenas metáforas?

Muitas vezes os professores do darma, em particular no ocidente, adotam uma interpretação psicológica quanto aos elementos budistas menos palatáveis ao gosto moderno, principalmente quando tais aspectos parecem desafiar as superstições materialistas prevalentes. Mas é mesmo preciso acreditar na existência efetiva de vários céus e infernos para praticar o darma? Os reinos de sofrimento, as terras puras e seus habitantes realmente existem de acordo com as expectativas e valores da Índia medieval — rios de lava ou leite com mel, palácios e adereços próprios das monarquias védicas, e criaturas tais como yakshas, rakshasas, gandarvas, nagas e pretas?
Como os primeiros contatos do budismo com o iluminismo e a filosofia de Schopenhauer deixaram marcas que vivem até hoje na visão popular e acadêmica, e sobretudo na produção textual sobre o assunto em línguas, três ondas de distorção do budismo no ocidenteocidentais.Buda Virtual

Três ondas de distorção do budismo no ocidente A 1ª onda: a distorção dos filósofos

Como os primeiros contatos do budismo com o iluminismo e a filosofia de Schopenhauer deixaram marcas que vivem até hoje na visão popular e acadêmica, e sobretudo na produção textual sobre o assunto em línguas, três ondas de distorção do budismo no ocidenteocidentais.
Em determinado ponto a pessoa precisa parar de ser um diletante interessado em cultura e filosofia e ver se quer mesmo se tornar um praticante com refúgio no darma.tzal.org

Não perca seu tempo com outras ideias

Em determinado ponto a pessoa precisa parar de ser um diletante interessado em cultura e filosofia e ver se quer mesmo se tornar um praticante com refúgio no darma.


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