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Trechos do livro "Vozes Sagradas"

Verdade e Coragem


Mindroling Trichen Rinpoche

A ESSÊNCIA DO DARMA está em sermos verdadeiros com nós mesmos (com nossa natureza intrínseca) e fazer grande esforço para sermos corajosos. Quando a verdade e a coragem para caminhar no caminho da verdade reúnem-se com a presença mental, é aí que um praticante verdadeiramente começa a praticar o darma. Até que estas qualidades de verdade e coragem sejam geradas, seremos vulneráveis aos nossos próprios fingimentos e fabricações.

O surgimento da verdade e da coragem nos permite realizar a experiência central do darma. Não compreender isto nos leva à armadilha da existência cíclica. A falta de coragem nos impede de sermos verdadeiros para com nossa natureza de buda.
Tanto as ações virtuosas quanto as não-virtuosas se formam na mente. As ações – apesar de serem mais aparentes – são secundárias com relação à nossa motivação. Mesmo uma ação aparentemente virtuosa tem pouco benefício se a raiz de nossa motivação é egoísta. Qualquer ação realizada com sabedoria e motivação livre do apego ao eu é uma expressão de nossa natureza de buda.

No Espelho da Morte


Sogyal Rinpoche

Obrigado por esta oportunidade, Rinpoche. Poderia, por favor, nos dar alguma instrução sobre impermanência e morte, em particular sobre como podemos nos relacionar com o processo da morte de uma forma mais natural?

"APRENDA A MORRER E APRENDERÁS A VIVER. Ninguém aprenderá a viver se não tenha aprendido a morrer." Estas palavras, escritas centenas de anos atrás no antigo Livro da Arte de Morrer, vêm a minha mente frequentemente quando penso sobre nossa compreensão da morte e de seus relacionamentos com a vida. Se apenas pudermos aprender a como encarar a morte, então teremos aprendido a lição mais importante da vida: como encararmos a nós mesmos, e assim nos resolvermos com nós mesmos no sentido mais profundo possível, como seres humanos.

Nesta era moderna, não olhamos para a vida e a morte como um todo. Como resultado, ficamos muito apegados a esta vida, e rejeitamos e negamos a morte. A morte torna-se nosso pior medo, a última coisa que queremos encarar. Frequentemente digo às pessoas, "se você está preocupado com a morte, não se preocupe; todos nós morreremos, nisso com certeza seremos bem sucedidos." Então por que tememos tanto a morte? Por trás de nosso medo de morrermos há um medo de olharmos bem para nós mesmos, porque o momento da morte é o momento da verdade. De fato, a morte é como um espelho no qual o verdadeiro sentido da vida se reflete.

Infelizmente, na vida moderna as pessoas veem a morte como um tipo de perda ou derrota. Porém, de um ponto de vista espiritual, a morte não é uma tragédia a ser temida, mas uma oportunidade para transformação. A morte é nossa maior professora. Ela nos desperta de forma que não nos tornemos desleixados, preguiçosos ou ingênuos. O problema conosco é que mesmo que saibamos que morreremos um dia, porque não sabemos quando ou como acontecerá, pensamos que temos usufruto ilimitado da vida, e então procrastinamos.

Lembro de falar sobre isso com um de meus professores, Dilgo Khyentse Rinpoche, um dos maiores professores das últimas décadas e um dos professores de Sua Santidade o Dalai Lama. Ele veio ao ocidente algumas vezes durante a segunda metade de sua vida, e em uma dessas visitas perguntei a ele o que ele percebia em particular com relação aos ocidentais. Ele respondeu, "Bem, eles têm um interesse enorme nos ensinamentos, mas desperdiçam tanto tempo!" Fiquei surpreso e perguntei a ele, "Como o senhor pode dizer que eles perdem tempo? Estão sempre tão ocupados." Ele me respondeu que era exatamente porque estamos sempre tão ocupados que perdemos tempo, porque esquecemos a coisa mais importante – a morte – e a vida também, por consequência.

A preguiça tem muitas formas diversas. No mundo moderno, a mais praticada é a "preguiça ativa". Mantemos-nos tão ocupados que não temos tempo para pensar ou cuidar das coisas mais importantes. E assim iludimos a nós mesmos. Como se diz, "A mente é criativa nos jogos da ilusão".
A morte, por outro lado, nos mostra que acabou a brincadeira. Resolver-se com a morte então é de fato resolver-se com a vida. Ainda assim parece que, muito frequentemente, só começamos a pensar sobre a morte logo antes de morrermos. Mas não é um pouco tarde demais? Os ensinamentos nos mostram que deveríamos nos preparar para a morte agora, quando estamos bem e num estado mental feliz. É em particular nos momentos em que somos naturalmente levados à introspecção que começamos a ver a vida e a morte de uma forma mais inspirada e profunda.

Refletindo sobre a morte, perceberemos que podemos morrer a qualquer momento. Então precisamos estar prontos. Afinal de contas, morrer é na verdade bem simples: expiramos e então não inspiramos – pronto, é só isso! Muito simples e muito direto.

A morte está em cada momento de nossa vida. Viver com a presença imediata da morte, ou encarar diretamente a morte, nos ajuda a purificar, simplificar nossas vidas e estabelecer nossas prioridades. O "passar a vida toda diante dos olhos" do momento da morte – que tantas religiões e pessoas que passaram por experiências em que quase morreram descrevem – não estará um pouco atrasado no momento da morte? Essencialmente, então, o que os ensinamentos nos dizem é que refletindo sobre a morte e a impermanência podemos nos preparar para a morte agora, em vida.

Enquanto refletimos sobre a vida, percebemos que tudo na vida é impermanente. Normalmente planejamos nossas vidas, organizamos e cuidamos de tudo, mantendo as coisas mais seguras e previsíveis possível. Ainda assim nossa segurança cai por terra quando a impermanência se manifesta – frequentemente de uma forma inesperada. Então não temos ideia de como lidar com aquilo porque não planejamos nada para aquela circunstância particular. Então, se desejamos ter um plano seguro para nossa vida, precisamos nos preparar num plano mais profundo e encontrar um refúgio interno. Quando temos esse refúgio interno, mesmo que tudo ao redor caia em pedaços, há algo por dentro que nunca nos abandona e nunca nos decepciona. Isso é o que os ensinamentos proporcionam.

Frequentemente me pergunto, "Por que tudo é impermanente? Por que as coisas sempre mudam?" E somente uma resposta me vem, "É assim que é a vida." A vida é impermanente; a descontinuidade é uma parte da continuidade fundamental. Por exemplo, se um relógio não faz tique-taque – não muda – é porque não está funcionando, está morto. Se seu coração não está batendo constantemente, você está morto.

É a mudança que mantém a vivacidade da vida e nos permite a possibilidade de mudar. Mas acima de tudo o que a impermanência nos ensina é que devemos abandonar a fixação, a ânsia e o apego, que apenas nos causam dor e sofrimento. A razão pela qual ficamos tão fortemente apegados às coisas – de nossas emoções, ideias e opiniões a nossas posses e outras pessoas – é porque não internalizamos a impermanência em nosso coração. Uma vez que possamos aceitar que a impermanência é a própria natureza da vida e que todos sofrem, incluindo nós mesmos, nas mãos da mudança e da morte, então abrir mão torna-se a única coisa natural a fazer – de fato, a única coisa que funciona. Então nosso apego a nossa dor é aliviado e a impermanência torna-se consoladora, nos trazendo paz, confiança e destemor. E, o mais importante, podemos ver claramente quão fútil é agarrar-se a algo que simplesmente não pode ser agarrado.

Apesar de sabermos que tudo é por sua própria natureza impermanente, de alguma forma ainda assim não aceitamos isso. Então tentamos trapacear este processo natural, o que é impossível porque é contra as próprias leis da natureza. Como resultado disso, nos machucamos. E assim tudo que temos que fazer é aceitar a impermanência de uma vez por todas. A coisa extraordinária é que quando você aceita a morte e a impermanência, você percebe que você não está perdendo qualquer coisa. De fato, você está ganhando tudo. É como se você estivesse perdendo as nuvens e ganhando o céu.

Rinpoche, o senhor poderia falar sobre o momento da morte?

De um ponto de vista espiritual, o momento da morte é considerado como sendo o momento mais importante de nossa vida. A mensagem fundamental dos ensinamentos budistas é que se estamos preparados, há tremenda esperança, tanto na vida quanto na morte. Para alguém que se preparou e praticou, a morte vem não como uma derrota, mas como uma vitória, o momento mais glorioso e que coroa a vida. O momento da morte é uma oportunidade tremenda se entendemos claramente o que está acontecendo e nos preparamos bem durante a vida. Pois, no exato momento da morte, a mente egóica pensante morre na essência. E nesta verdade, a iluminação ocorre. Se nos familiarizamos com a verdadeira natureza da mente através da prática enquanto ainda estamos vivos, então ficamos mais preparados para ela quando ela se revela espontaneamente no momento da morte. O reconhecimento então se segue naturalmente como uma criança que corre para o colo da mãe. Permanecendo neste estado, estamos liberados.

O que os ensinamentos revelam são as maravilhosas "boas novas" de que quando o corpo morre, a mente comum e todas as suas ilusões morrem. Todos os pensamentos e emoções ligados à raiva, desejo e ignorância morrem. O que se revela no momento da morte é a base derradeira do ser, a natureza de buda – a natureza de nossa mente, algumas vezes chamada de Luminosidade Base ou Clara Luz. Para um praticante cristão, poder-se-ia quase chamar isto de retornar a Deus, já que é ir de volta a nossa natureza primordial. Esta natureza essencial da mente é a base da totalidade vida-morte, como o céu que encobre todo o mundo em seu abraço.
No momento da morte, há duas coisas que valem: o que quer que tenhamos feito em nossas vidas e que estado mental temos naquele momento. Mesmo que tenhamos acumulado muitas ações prejudiciais em nossas vidas, se naquele momento somos capazes de mudar nosso coração, isso pode decisivamente influenciar nosso futuro e transformar nosso carma, porque o momento da morte é uma oportunidade excepcionalmente poderosa para purificar carma. Se morremos num estado mental positivo, podemos melhorar nosso próprio renascimento. Isto significa que a última emoção e pensamento que temos antes de morrer têm um poder extremamente determinante sobre nosso futuro imediato.

É por isso que os mestres enfatizam que a qualidade da atmosfera ao nosso redor quando morremos é crucial. Com nossos amigos e parentes, devemos fazer tudo que podemos para inspirar emoções positivas e sentimentos sagrados, tais como o amor, a compaixão e a devoção, e fazer tudo que podemos para deixá-los livres de fixação, ânsia e apego.

Como deveríamos praticar na hora da morte, Rinpoche?

O grande mestre Padmasambhava, fundador do Budismo Tibetano e revelador do Livro Tibetano dos Mortos, deu o seguinte conselho para o momento da morte:

Agora que o bardo da morte nasce em mim,
Abandonarei toda a fixação, ânsia e apego,
Entrarei sem distrações na límpida sabedoria do ensinamento,
E ejetarei minha consciência no espaço da Rigpa não-nascida;
Enquanto abandono este corpo composto de carne e sangue
Saberei que ele é uma ilusão transitória.


Ou mais simplificadamente:

Abandone o apego e a aversão.
Mantenha sua mente e coração puros;
Unifique sua mente com a mente de sabedoria dos budas;
Repouse na natureza da mente.

Rinpoche, como posso ajudar alguém que está morrendo a fazer como Padmasambhava explica, e abandonar a fixação, a ânsia e o apego?

Você o fará através do cuidado emocional e do apoio que você dá a pessoa que está morrendo, e a presença e amor que você dá a eles, que é inspirada pela sua própria prática. Se chegamos a entrar em contato com a natureza de nossa mente, estabilizamos isso através de nossa prática espiritual, e integramos isso em nossas vidas, então o amor que temos para só poderá ser mais profundo, porque vem de uma fonte mais profunda: nosso ser mais íntimo, o coração de nossa natureza iluminada. Têm o poder especial de liberar a nós e a pessoa moribunda.

Este tipo de amor, além de todo apego, é como amor divino. É o amor de todos os budas, o amor de Cristo, o amor de Deus. Neste estado, sem planejar e sem nem mesmo pensar, podemos sentir a presença do Buda ou de Cristo, sem esforço. É como se nos tornássemos seus embaixadores, seus representantes, nosso amor sustentado por seus amores e infundido com suas bênçãos e compaixão. O amor que flui verdadeiramente da natureza da mente é tão abençoado que tem o poder de dissipar o medo do desconhecido, dar refúgio com relação à ansiedade, garantir serenidade e paz, e trazer inspiração na morte e além dela. É assim que podemos ajudar a pessoa moribunda a "abandonar a fixação, a ânsia e o apego".

Em segundo lugar, Padmasambhava diz, "Entre sem distrações na límpida sabedoria dos ensinamentos." Se você é um praticante realizado, é aqui que você repousa na natureza da mente. Como vimos antes, a culminação do seu treinamento meditativo é chegar à natureza essencial da mente e ser capaz de repousar naquele estado de Clara Luz. E como já dissemos antes, quando esse corpo morre, a mente comum e todas as suas ilusões morrem; todos os pensamentos e emoções ligados à raiva, desejo e ignorância morrem, e a natureza da mente – a Clara Luz – é revelada.

Agora, abandone todo o apego e aversão e permaneça em meditação, na límpida sabedoria do ensinamento que seu mestre apresentou a você e que você reconheceu e integrou através da prática. No momento da morte, você pode entrar naquela Clara Luz da natureza da mente, e a liberação está assegurada.

Ou, se você não realizou completamente a natureza derradeira da mente, então você apenas lembra o ponto mais importante dos ensinamentos. Repasse os ensinamentos muitas e muitas vezes. Colha sua essência e através da prática, deixe-os tornarem-se o próprio coração e núcleo e corpo da sua compreensão, de forma que se torne "a límpida sabedoria dos ensinamentos". Então, quando você morrer, você pode morrer com aquela sabedoria em seu coração. É isso que se chama "morrer conscientemente".

Em terceiro lugar, Padmasambhava diz, "E ejete a consciência no espaço da Rigpa não-nascida". Esta é a prática de P'howa. No Tibete, quando alguém morre, ter um lama presente é considerado tão importante quanto ter um médico presente. Se possível, a família ou os amigos da pessoa moribunda trarão vários lamas, um após o outro, para cada um deles fazer a prática de P'howa – mas somente aqueles que tenham sido treinados adequadamente. Para fazermos a prática tradicional de P'howa é necessário um treinamento muito específico, de outra forma não ela é efetiva.
Porém, a prática que eu compartilhei no Livro Tibetano do Viver e do Morrer, chamada de P'howa Essencial, pode ser feita por qualquer um. Jaz no coração da tradição do budismo tibetano e não é uma prática apenas para o momento da morte, mas também uma prática muito importante em vida, e uma poderosa prática de cura. Tradicionalmente é chamada de Lama'i Naljor em tibetano, ou Guru Ioga em Sânscrito. A prática de P'howa é um aspecto de Guru Ioga, e não interessa qual seja sua religião ou tradição espiritual, ela pode ser adaptada à sua própria fé. É uma prática que você pode fazer para você mesmo, e que você também pode fazer para os outros.

O tipo de morte que teremos é crucial; a morte é o momento mais importante de nossas vidas, e todos nós deveríamos ser capazes de morrer com dignidade, e em paz. Espero que nos anos que se sigam possamos ver uma revolução contínua na forma como encaramos a morte e o morrer, uma revolução que carregue em seu coração os valores espirituais mais profundos e que dê origem a diferentes ambientes e locais onde as pessoas em todos os estágios da vida e da morte possam obter benefícios.


Meu Conselho Vital


Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö

HOMENAGEM AO INSUPERADO SALVADOR, O SENHOR DE ODDIYANA.
Agora que encontrou esta vida humana preciosa com liberdades e prosperidades,
Cuide dela para não desperdiçá-la inconscientemente.
Force-se a descobrir o sentido dessa vida.

Sua mente é a fonte de tudo.
É hábil em engano e manipulação, e sedutora quando não examinada adequadamente.
Quando você a encara, é sem base ou fundamento.
Vem de lugar algum, fica em lugar nenhum, e não vai para qualquer lado.
Tudo, inclusive o samsara e o nirvana,
é apenas reflexo de uma mente pura ou impura;
Na realidade não existe samsara, nem nirvana.

A fonte da consciência compassiva
É primordialmente vazia. Pensamento livre de características,
Não é apenas um nada estéril
Mas é luminosa e naturalmente presente.

A consciência imaculada não é capturada por nomes e rótulos.
O infindável desdobrar de samsara e nirvana transborda dela como sua radiância.
Ao mesmo tempo, não há brecha entre o local de onde vêm e o que está vindo;
Permaneça naquele local não-dual.

Rigpa darmakaya não-nascida
Surge naturalmente, sem causa ou condição.
Alerta, fresca e nua,
Não é colorida pela mente dual
Não é poluída por ideias intelectuais.
Permaneça nesta meditação espontaneamente surgida.
Mesmo a expressão "meditar" é apenas uma palavra;
Na realidade, não há meditador nem nada em que meditar.
Sem distração, sempre mantenha a consciência vazia,
A verdadeira face do darmakaya.

O carma deludido do samsara nunca se esgotará.
Quanto mais você trabalha para resolver seus problemas, maiores eles se tornam.
A crença em amigos e inimigos apenas cresce cada vez mais,
E as causas para o renascimento nos reinos inferiores se acumulam.
Direcione-se para o darma,
E se puderes trazer o darma para cada ação, palavra e pensamento,
Descobrirá o grande despertar, o caminho para a liberação.
Quando a morte cair sobre você, não terás nenhum remorso.
Durante esta vida e naquelas por vir,
Seguirás um caminho de felicidade cada vez maior.

Sobre sua cabeça e em seu coração,
Visualize um único ser
Seu guru mais bondoso e grande Senhor de Oddiyana.
Sinta um transbordar de arrebatadores fervor e devoção.
Qualquer alegria ou tristeza que cair sobre você, qualquer facilidade ou dificuldade,
Rogue sempre ao senhor Guru.
Deixe suas mentes fluírem juntas, a sua unificada com a dele.

Enquanto a morte se aproxima, abandone o apego e a raiva.
Imagine Guru Padmasambava acima de sua cabeça;
Imagine sua consciência como uma esfera de luz marcada com a sílaba Hri;
Dissolva-a no coração do guru.
Se você praticar regularmente agora
E recitar "A aspiração pelo nascer na Montanha Cor-de-Cobre,"
No momento da morte, uma visualização límpida será fácil.

Resumindo então a essência do darma
É cortar o apego ao samsara,
Cultivar amor e compaixão com relação a todos os que estão nos seis reinos
E domar completamente nossa própria mente.
Sem distração, por favor, pratique sempre assim.

Mesmo eu sendo imune ao darma, não tenha experiência alguma de meditação, e apenas me deleite com doações, eu, Chökyi Lodrö, escrevi isto de acordo com o que os mestres do passado ensinaram, para realizar o pedido da Ioguine Pad Lu.


Estes trechos de Sacred Voices of the Nyingma Masters, livro preparado por Sandra Scales para Padma Publishing em 2004, foram traduzidos por Padma Dorje em abril de 2006, a pedido de Padma Luciano Ribeiro, por ocasião da morte extemporânea de nosso amigo Eduardo Calderaro da Cruz. Que o mérito desta tradução e seus frutos recaia sobre ele, para benefício de todos os seres.




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