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Os lugares que nos assustam
Há alguns dias sonhei que tentava ir para casa, caminhando em uma chuva torrencial. O mundo parecia desabar, e tudo que eu queria era encontrar um lugar seco. Descendo por umas escadarias cobertas, como se fosse embaixo de um viaduto, havia várias crianças e adolescentes de rua. Três delas pelo menos eram bem pequenas. Pensei que tinha de sair logo dali, pois poderia ser perigoso. Ao mesmo tempo, pensei que não devia fugir do medo e das coisas de que não gostava. Então fiquei com as três crianças pequenas. Elas pareciam tão frágeis e sozinhas, mas tinham menos medo que eu.
É difícil ir aos lugares que nos assustam, como instrui a Pema Chödrön, e mais difícil ainda permanecer neles. |
| 10.10.2005 • 00:15 • comentários (5) |
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| Chuifffff, que querida! Eu tava agora pensando o quanto eu sou um idiota cheio de vedanas e preocupações com auto-imagem, e em como eu podia consertar as bobagens que eu faço com a Fabinca... e pensei em olhar teu blog, e encontrei isso. Mil desculpas sinceras. Eu te adoro. |
| Muito bonito o post! O livro parece muito interessante, e "ver" o Eduardo sensibilizado não tem preço. |
Na verdade, acabei de ler "Quando tudo se desfaz", também dela. Mas entre ler e pôr em prática há alguma distância. Obrigada pelo elogio! |
Eu tenho sonhado tanto por estes dias...e todos tão ruins! Mas tendo lido o teu artigo fiquei mais calma, pois nos sonhos (pesadelos diga-se de passagem), tive de enfrentar as mais variadas situações: roubo, abuso, correria, monstros, criminosos, ter de dirigir um carro cheio de gente (sendo que na "vida real" não sei dirigir). Não sei pra que serve tudo isso, só sei que meu subconsciente está por algum motivo colocando isso pra fora, decidi que vou parar de me assustar e agradecer, por que assim já superei seja lá o que for! Bju |
Tu me lembrou disso. Eu tinha esquecido. Vou tentar pensar neste texto quando tiver com medo à noite. Bjs! |
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