Estará sendo um apartamento muito engraçado (é melhor estar rindo do que chorando)
Uma crônica sobre um apartamento semelhante à “casa muito engraçada” de Vinícius de Moraes. Eles (os donos do empreendimento) vão estar entregando o imóvel sem piso, sem azulejos, sem vaso, sem pia, mas com alguma taxinhas a mais que não estavam descritas no anúncio: A compra
Diz o corretor com seu sorriso indefectível:
— Nós vamos estar entregando o apartamento com o chão no cimento grosso.
Num primeiro momento, o que o incomodou foi apenas o maldito gerundismo. Comprar uma apartamento de uma pessoa que falava daquele jeito não lhe parecia correto. O texto “A compra” é do Balaio de Idéias.
Pesquisando sobre a música, que adorava quando criança, fiz esta descoberta: "Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...". Todo mundo conhece esses versos infantis do Vinícius de Morais. O que quase ninguém conhece é a seqüência original: "Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão. Ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede. Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali, mas era feita com pororó, era a casa de Vilaró". Carlos Paez Vilaró é um artista uruguaio, que construiu a Casapueblo em Punta Del Este: Tudo começou em 1958 com uma casinha simples de lata, chamada "La Pionera", que serviria de atelier ao pintor, escultor, arquiteto, cineasta, escritor e ceramista. Com o tempo, Vilaró começou a cobrir a casa de lata com cimento e cal, pintando sempre o exterior de branco. A casa/atelier foi crescendo e interagindo com o penhasco rochoso de Punta Ballena. [...] O Casapueblo hoje conta com mais de 70 quartos, todos batizados com os nomes dos primeiros hóspedes. Pelé, Toquinho, Vinícius, Robert de Niro, Brigitte Bardot, Omar Sharif, Alain Delon... Leia o texto completo sobre a casa, Vinícius e Vilaró aqui.
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